Transtornos do sono
Especialistas em sono identificaram mais de cem diferentes transtornos no sono que vão desde problemas menores até alguns que podem atentar seriamente contra a saúde.
Polissonografia: exame detalhado para descobrir osdistúrbios do sono.
Passar uma noite cheia de fios pendurados pelo corpo e sendo observado o tempo todo. Parece uma coisa de Reality Show. Mas na verdade é a polissonografia, exame detalhado para descobrir os distúrbios do sono.
Esse exame é realizado em laboratórios do sono. Os profissionais fazem de tudo para tornar o ambiente agradável: o colchão é confortável, pode-se controlar a temperatura, a iluminação e ainda é possível levar o seu próprio travesseiro. Assim começa um exame capaz de detectar nada menos do que 87 distúrbios do sono.
A polissonografia detecta os seguintes distúrbios:
- Ronco;
- Apnéia;
- Insônia;
- Narcolepsia;
- Bruxismo;
- Parassonias;
- Síndrome das pernas inquietas.
Os distúrbios mais comuns são os seguintes:
Ronco: Uma em cada oito pessoas ronca e os homens são mais propensos a ele do que as mulheres. De costas a língua cai sobre a garganta e bloqueia o ar. Na realidade quem ronca dorme mais placidamente. Mas com certeza, seu eventual acompanhante não. Se o seu companheiro ronca, faça com que ele durma de lado ou que eleve sua cabeça apoiando-a sobre mais de um travesseiro. Outra sugestão é colocar dois calços de 10 cm nos pés da cama, para incliná-la um pouco colocando a cabeça num nível mais alto que o corpo.
A vibração: se o palato mole e a úvula (“campainha” no fundo da boca) estão muito próximos ou relaxados demais, eles vibram quando o ar passa: É o ronco. O ronco pode ser um aviso de que seu coração corre um risco danado durante o sono.
Apnéia: O ronco prolongado e sonoro pode ser uma larme que indica a proximidade de um problema potencialmente fatal. A pessoa com apnéia crônica durante o sono deixa de respirar por períodos de até dois minutos, dezenas de vezes em uma noite. A causa pode ser uma via respiratória obstruída ou uma interrupção de sinais nervosos entre o cérebro e o diafragma. A apnéia é perigosa, pois falta ao cérebro o oxigênio para o seu correto funcionamento. Sessenta por cento dos homens com mais de 50 anos sofrem de apnéia, que causa diminuição de atenção, concentração e memória. A obesidade aumenta o risco de tê-la e torna-se muito perigosa em pessoas com pressão arterial alta (hipertensão). Durante a apnéia, o indivíduo tem pequenos despertares que interrompem o sono, prejudicando o descanso.
O bloqueio: o palato, a úvula e mais o fundo da língua podem acabar obstruindo a faringe. Isso impede a passagem do ar e interrompe a respiração por até 40 segundos. Trata-se da apnéia.
O susto: quando o cérebro percebe que começa a faltar oxigênio, ordena uma descarga de hormônio liberado em situações de perigo, a adrenalina. Ela acelera os batimentos cardíacos, aumenta a frequência respiratória e contrai os vasos sanguíneos, o que leva a pressão às alturas. Pode ser o começo de um infarto ou derrame
Bruxismo: Mais de 20% dos homens, mulheres e crianças rangem os dentes de forma inconsciente durante o sono. Algumas vezes o problema pode ser dental, mas na maioria das vezes é um problema nervoso. Há um método muito simples que vem causando satisfação para mais de 75% das pessoas afetadas por este distúrbio, quando praticado por um período de três semanas. Durante o dia deve-se contrair as mandíbulas por um tempo de 5 a 10 segundos, para depois relaxá-la outros 5 segundos. O exercício deve ser realizado dez vezes por dia. Existem também moldes plásticos confeccionados por dentistas que preservarão o desgaste dos dentes e evitarão os ruídos.
Narcolepsia: Sonolência diurna excessiva com tendência a dormir em horas inapropriadas. De origem genética, a doença pode estar associada a outros distúrbios do sono. A pessoa está mais sujeita aos acidentes domésticos, de trabalho e de trânsito e enfrenta dificuldades no rendimento escolar e nos relacionamentos sociais. A hipersonolência por sua vez, pode ser um dos principais indícios de um distúrbio conhecido como narcolepsia. De acordo com a literatura médica, ele afeta uma em cada 2 mil pessoas. O narcoléptico costuma ter acessos de sono incontroláveis durante o dia.
Não é fácil detectar a narcolepsia. A confusão é simples: normalmente ela aparece na adolescência, quando os jovens já tem uma tendência a dormir mais.
Apagar sem motivo durante o dia, despertar inúmeras vezes por frações de segundo à noite e ter sonhos que parecem assustadoramente reais são outros sintomas do mal.
Por isso. Flagrar a narcolepsia é trabalho para uma bateria de exames. A avaliação inaugural é a polissonografia, que monitora o sono no decorrer de uma noite.
Ainda não existe uma cura para a narcolepsia. As pesquisas mais recentes pretendem encontrar uma substância capaz de imitar as funções do neurotransmissor em falta. Mas, para debelar os sintomas ( e até para prevenir acidentes), existem remédios que diminuem a sonolência, mas para isso é preciso orientação médica.
Síndrome das pernas inquietas: Movimento irresistível dos membros inferiores, acompanhado de sensações de “arrastameto” das pernas.
Parassonias: São decorrentes da ativação do sistema nervoso central. As mais comuns são despertar confusional, terror noturno e sonambulismo.
Sonambulismo: Manifesta-se quando se caminha ou se fala dormindo. Três por cento dos adultos, sem distinção de sexo, caminham dormindo regularmente. Quinze por cento das crianças entre 6 e 12 anos (a maioria delas do sexo masculino) caminharam pelo menos uma vez enquanto dormiam e 6% delas o fazem pelo menos uma vez por semana. Este distúrbio apresenta-se durante a fase do sono mais profundo e um mal-funcionamento cerebral leva o indivíduo de um estado de inconsciência a uma zona de despertar psicológico parcial. Está demonstrado que o sonambulismo tem causa genética, assim como os pesadelos noturnos e a transpiração copiosa. Uma em cada cinco pessoas fala dormindo e isto produz-se durante a fase mais leve do sono. Não se produz uma conversa com sentido, mas sim palavras soltas e respostas sem sentido.
TESTE: VOCÊ É SONOLENTO?
A escala de Epworth é um teste muito usado pelos médicos para a judar a descobrir a hipersonolência e a narcolepsia. Este teste foi criado pelo especialista australiano Murray Johs e tornou-se uma ferramenta essencial para o diagnóstico desses distúrbios. É só responder, de acordo com o gabarito, à pergunta:
Qual a probabilidade de você cochilar ou adormecer nas situações apresentadas?
1. Sentado e lendo:
a) Nenhuma chance
b) Chance pequena
c) Chance moderada
d) Chance alta
2. Assistindo TV
a) Nenhuma chance
b) Chance pequena
c) Chance moderada
d) Chance alta
3. Sentado e quieto num lugar público, sem atividade (cinema, sala de espera, reunião).
a) Nenhuma chance
b) Chance pequena
c) Chance moderada
d) Chance alta
4. Andando uma hora sem parar como passageiro de trem, ônibus ou carro.
5. Se tiver de carro, enquanto pára por alguns minutos no trânsito intenso.
6. Deitado para descansar à tarde, quando as circunstâncias permitem.
7. Sentado conversando com alguém.
8. Sentado calmamente após o almoço, sem ter tomado bebida alcoólica.
Some sua pontuação:
a) Zero
b) 1 ponto
c) 2 pontos
d) 3 pontos
Resultado:
0 a 10 pontos: Normal
10 a 16 pontos: sonolência leve
16 a 20 pontos: sonolência moderada
20 a 24 pontos: sonolência severa.