Tabagismo e suas consequências

Publicado por gmcosta, em janeiro 27th, 2008

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O tabaco (Nicotiana Tabacum) surgiu há vários séculos. Era muito usado nas sociedades indígenas para rituais religiosos. Apareceu no Brasil através da migração de tribos indígenas que habitavam a América Central. A razão pelo qual é muito usado no mundo inteiro, sendo hoje um grave problema de saúde pública, é justamente por conter uma droga poderosa chamada nicotina. Seu uso causa dependência e uma série de doenças sendo uma das causas mais importantes de óbito no mundo.

Antigamente era comercializado sob a forma de rapé (para inalar), fumo para cachimbo, tabaco para mascar, charuto e atualmente sob a forma de cigarros. Por volta de 1918 o consumo de cigarros suplantou qualquer outra forma de utilização do tabaco, provavelmente por influência da primeira grande guerra. Já na década de 90, o consumo estimado foi de 2.800 cigarros por cada adulto americano.

Todos os tipos de cigarros com menta, chocolate, filtros especiais, de Bali, com baixos teores tem composição semelhante e não existem cigarros “saudáveis”, ou que causam menos mal. Bem ao contrário os produtos com menos teores acabam fazendo com que o fumante use em maior quantidade e tragando mais profundamente.

A fumaça do cigarro possui uma mistura de mais de 4.700 substâncias tóxicas diferentes entre as quais estão: amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, alcatrão, arsênico, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, além de resíduos agrotóxicos dos produtos agrícolas.

Quando o tabaco é fumado, a nicotina é absorvida pelos alvéolos pulmonares e rapidamente é distribuída pela corrente sanguínea e levada para o cérebro. Essa ação é muito rápida podendo levar pouco mais de oito segundos após a fumaça ter sido aspirada. Existe uma falsa idéia entre alguns usuários de que pelo fato de não “tragarem” a fumaça estarão imunes aos efeitos da nicotina. Vale lembrar que a nicotina entra na corrente sanguínea por meio da mucosa oral, pela mucosa nasal e até pela pele como acontece através dos adesivos transdérmicos de nicotina receitados para ajudar a combater o hábito de consumo da droga.

Para muitos fumantes, o primeiro cigarro do dia produz uma sensação de euforia e satisfação; para outros, afasta a sensação de desconforto causada por horas de abstinência em função do sono noturno quando a reposição da nicotina não é feita. Durante o restante dos períodos o fumante mantém os níveis de nicotina fumando a quantia que lhe é apropriada.

Como nosso sangue circula por todos os tecidos do corpo obviamente todo organismo é afetado pelo uso da droga. O coração muda a velocidade das suas batidas (taquicardia) e conseqüentemente altera a P.A. (pressão arterial). Os problemas circulatórios mais comuns são a trombose coronariana, a aterosclerose, aneurismas arteriais, o ataque cardíaco e o A.V.C. (Acidente Vascular Cerebral – derrame). No aparelho respiratório causa diversos problemas como asma, bronquite crônica, enfisema pulmonar, carcinoma (câncer) de pulmão, boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, rins, bexiga e útero. Fumantes pesados têm 15 a 25 vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que os não fumantes. Em concentrações altas a nicotina pode ser fatal. Para se ter uma idéia ela tem sido usada como pesticida durante séculos.

Os efeitos psicológicos do uso também são muito comuns porque a nicotina atua no cérebro estimulando diversas sensações de prazer. As ações psíquicas da nicotina combinam efeitos estimulantes e depressores, como por exemplo, aumento da ansiedade, da concentração e da atenção, redução do apetite, insônia e depressão.

O desempenho sexual também é afetado (diminuído) tanto quanto a fertilidade. Os danos ao desenvolvimento fetal são quase sempre percebidos nas gestantes que correm o risco de ter aborto espontâneo.

Existem evidências claras de que os não-fumantes expostos à fumaça do cigarro (fumantes passivos) também correm o risco de desenvolverem todas as doenças citadas.

As crianças principalmente as de baixa idade são muito prejudicadas pela convivência involuntária com fumantes. Observa-se que, quanto maior a incidência de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa. É muito importante que os adultos fumem longe das crianças.

Porque as pessoas começam a fumar? Normalmente por conta da publicidade maciça dos fabricantes de cigarro nos meios de comunicação de massa. Também somos influenciados pelos pais, professores, ídolos, amigos etc. A publicidade alia as demandas com as fantasias dos diferentes grupos sociais (adolescentes, mulheres, pobres etc.) ao uso do cigarro, fazendo as pessoas acreditarem que ao fumar seus desejos são realizados, aumentando o consumo entre as classes mais influenciáveis. As propagandas são sempre muito bem produzidas. Pesquisas apontam que a grande maioria dos fumantes (cerca de 90%) iniciaram o consumo de cigarros antes dos 19 anos de idade, fase da vida em que um indivíduo ainda está com sua personalidade em formação. Desta forma a adesão de pessoas ao tabagismo é constante e as indústrias têm tido lucros seqüentes.

O governo brasileiro tem tentado inibir a propaganda de cigarros e bebidas através de leis que tentam regulamentar o marketing do produto. Em 15 de julho de 1996, o Congresso Nacional decretou a Lei Federal 9294, regulamentada pelo decreto 2018 de 01 de outubro de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, além de bebidas alcoólicas. A promulgação dessa Lei Federal foi um grande avanço, embora ainda esteja muito aquém do ideal. Mas mesmo assim o número de fumantes tem crescido consideravelmente a cada ano.

A nicotina causa tolerância ao longo do tempo de uso tanto quanto outras drogas. Tolerância é a necessidade de ingerir quantidades cada vez maiores da droga para que atinjam os mesmos efeitos.

A sua abstinência pode causar uma síndrome (conjunto de sintomas) que altera o estado fisiológico e psicológico do indivíduo. Quando os dependentes param de fumar, eles podem passar por um período de agitação, fome, depressão, dores de cabeça, insônia e outras tantas sensações desagradáveis até que a droga saia totalmente do seu organismo. Esse intenso mal estar também é conhecido como “fissura”.

A dependência pode ser tão forte que mesmo enfrentando risco de morte iminente, muitas pessoas persistem no seu uso porque tem uma dependência pesada. Normalmente contrariam as recomendações médicas de parar, pois a dependência é muito forte. Uma em cada seis mortes nos estados unidos é causada pelo uso do fumo. Mata anualmente mais de três milhões de pessoas no mundo todo.

Diagnóstico do Tabagismo

Em primeiro lugar é necessário se fazer um diagnóstico clínico através de critérios que classificam o indivíduo como fumante. Esse diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde adequado, treinado para tal. No CID essa classificação corresponde a F.17.

É sempre considerada fumante uma pessoa que fumou mais de cem cigarros em toda a sua vida e fuma atualmente.

É considerado dependente o fumante que apresenta três ou mais dos seguintes sintomas nos últimos 12 meses:

  1. Forte desejo ou compulsão apara consumir a nicotina;
  2. Dificuldade de controlar o uso da nicotina em termos de início, término ou nível de consumo;
  3. Quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, surgem reações físicas e psicológicas devido à abstinência da mesma;
  4. Tolerância: Necessidade de doses cada vez mais altas para alcançar os efeitos que eram produzidos pela dose inicial;
  5. Abandono progressivo de outros prazeres ou interesses alternativos para usar a substância;
  6. Persistência no uso mesmo sabendo da evidência clara de consequências a saúde.

Tratamento

Com o objetivo de elaborar um plano de tratamento, o paciente deve passar por uma consulta onde o profissional de saúde vai avaliar a real motivação desse paciente para deixar de fumar, seu nível de dependência física à droga, se há indicação e/ou contra-indicação ao uso do apoio medicamentoso, a existência de co-morbidades psiquiátricas, enfim fazer uma completa anamnese.

Todo paciente que tiver usando alguma medicação deverá ser acompanhado pelo profissional que prescreveu freqüentemente.

A abordagem cognitivo-comportamental tem sido a mais utilizada para pacientes que querem deixar de fumar. A terapia pode ser feita em grupo ou individual por profissional de saúde de nível superior qualificado para tal procedimento. O psicólogo pode ser um deles.

Apoio Medicamentoso

Atualmente os medicamentos usados no tratamento do tabagismo aqui no Brasil são: Terapia de reposição de Nicotina, feita através de adesivos transdérmicos, a goma de mascar e o cloridrato de bupropiona.

A escolha de um desses medicamentos vai depender da situação individual de cada paciente. Ele deve ser escolhido de comum acordo com o paciente levando-se em conta os dados clínicos, a facilidade de administração etc. Os esquemas medicamentosos podem ser usados de forma isolada ou até combinados.

A reposição de nicotina poderá ser feita através da goma ou dos adesivos transdérmicos.

Goma de mascar com Nicotina:

A apresentação se dá na forma de tabletes com 2mg de nicotina

A posologia:

Da primeira até a quarta semana: Um tablete a cada uma ou duas horas chegando ao máximo de 15 tabletes por dia.
Da quinta até a oitava semana: Um tablete a cada 2 ou 4 horas.
Da nona a décima segunda semana: Um tablete a cada 4 ou 8 horas.

O tratamento total será de 12 semanas.

Para que o tratamento seja eficaz o paciente é orientado a mascar a goma com força algumas vezes até sentir o sabor do tabaco. Nesse momento ele deve parar de mascar e repousar a goma entre a bochecha e a gengiva repetindo a operação por 30 minutos, jogando a goma fora logo após o tempo estabelecido. O paciente não deve ingerir líquidos durante a mastigação da goma e não deve mais fumar após o início do tratamento. O médico que acompanha o paciente é que vai dispensar o uso do mesmo conforme avaliação posterior.

Adesivo Transdérmico de Nicotina:

Após escolha deste esquema medicamentoso, os adesivos são aplicados na pele. Os mesmos possuem apresentação com 7mg, 14mg e 21mg.

Posologia:

Da primeira a quarta semana: adesivo de 21mg a cada 24 horas;
Da quinta até a oitava semana: adesivo de 14mg a cada 24 horas;
Da nona a décima segunda semana: adesivo de 7mg a cada 24 horas.

O tratamento total será de 12 semanas.

Os adesivos devem ser aplicados na forma de rodízio, a região deve estar protegida da exposição direta do sol. A mulher deve evitar colocar sobre o seio e o homem evitar colocar em regiões que apresentem muitos pêlos. O médico que acompanha o paciente é que vai dispensar o uso do mesmo conforme avaliação posterior.

Cloridrato de Bupropiona

São comprimidos de 150mg e a dosagem usual é de um comprimido de 150mg pela manhã nos primeiros três dias de tratamento e após o quarto dia 1 comprimido de 150mg pela manhã e outro oito horas após o primeiro. A dose máxima diária não poderá exceder 300mg diárias. A dosagem pode ser ajustada conforme o critério médico.

Contra-indicações para o uso dessas terapias

Goma de mascar:

.Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula;
.Incapacidade de mastigação ou em indivíduos com afecções ativas da articulação têmporo-mandibular;
.Pacientes que estejam em recuperação de infarto agudo do miocárdio;
.Pacientes portadores de úlcera péptica.

Adesivo Transdérmico:

.Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula;
.doenças dermatológicas que possam impedir a aplicação do mesmo;
.Pacientes que estejam em recuperação de infarto agudo do miocárdio;
.Gestação;
.Amamentação.

Cloridrato de Bupropiona:

.Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula;
.Risco de convulsão: História passada de crises convulsivas, epilepsia, convulsão febril na infância, anormalidades eletroencefalográficas conhecidas;
.Alcoolistas em fase de retirada do álcool;
.Uso de benzodiazepínico ou outro sedativo.

Uso de outras formas de bupropiona:

.Doença cérebro-vascular, tumor do sistema nervoso central, bulimia, anorexia nervosa;
.Gestação;
.Amamentação.

Para aqueles pacientes que fazem uso de outro antidepressivo inibidos da MAO (Mono-amino-oxidase) como fluoxetina, paroxetina, sertralina, venlafaxina etc. há necessidade de suspensão da medicação por pelo menos 15 dias antes do início da bupropiona.

Os efeitos colaterais mais comuns dessas medicações geralmente são: vertigem, dor de cabeça, náuseas, vômitos, desconforto gastrointestinal, boca seca etc.

Estudos comprovam que um programa de cessação de parar de fumar é considerado efetivo quando a taxa de recuperação for igual ou superior a 30% após doze meses. Mas não podemos esquecer que a dependência química é uma doença crônica podendo apresentar recaídas.

Como combater as recaídas

O ato de fumar está diretamente ligado a dependência física da nicotina. É besteira achar que o simples fato de retirar os cigarros vai cessar no indivíduo à vontade de parar de fumar. Pensar dessa forma é um grande erro que pode causar uma recaída. A recaída é o retorno do consumo que pode iniciar de forma gradual até chegar ao número de cigarros que usava ao ter parado de fumar. Normalmente essa situação acontece por uma resposta deficiente de enfrentamento. O desenvolvimento de habilidades para enfrentar as crises é o foco principal para a manutenção da cessação de fumar. O ex-fumante deve estar sempre atento aos seus comportamentos, estilo de vida e sendo sempre um agente ativo no tratamento.

A modificação do comportamento é basicamente um problema de autocontrole, de auto manejo sobre situações de risco advindas principalmente de fatores psicológicos (capacidade de lidar com o estresse, com as perdas, com a ansiedade, com os medos) e/ou ambientes externos colocando em perigo a sua percepção de controle.

Vários fatores estão ligados a vontade de fumar. Após as refeições tomar um café pode estimular a vontade de voltar a fumar. Ao sentir-se só, ou num momento negativo da sua vida o fumante pode usar de um cigarro para esconder ou se proteger de emoções desagradáveis. Ao mesmo tempo o ex-fumante pode estar extremamente alegre e querer acender um cigarro na necessidade de acentuar ainda mais aquele momento positivo. A falta de destreza em situações sociais pode ser disfarçada através do uso do cigarro. O uso de bebidas alcoólicas facilita o ato de fumar. Pode-se perceber que os fumantes usam mais cigarros quando estão bebendo. As bebidas alcoólicas tem sido uma causa poderosa de recaída. O tempo ocioso deixa o ex-fumante entediado, portanto é importante manter-se ocupado para não voltar a fumar. Alguns preferem acender um cigarro ao invés de ingerirem algo com a provável desculpa de que ao ter parado de fumar ganharam muito peso.

As estratégias de enfrentamento dessas situações podem ser criadas pelo próprio indivíduo de acordo com o ambiente social em que vive e o estilo de vida que possui. O ideal seria evitar essas situações para não “cutucar” a onça com vara curta. Principalmente nos primeiros tempos, ou semanas. Se não puder evitar, “escapar” delas pode ser um subterfúgio poderoso, como por exemplo, mudar de sala para evitar os fumantes, caminhar em um ambiente externo até que passe a “fissura”, pedir pausa em reuniões etc. A “fissura” não dura a vida toda. Aliás, ela não dura mais que cinco minutos. É mais fácil dizer não para esses cinco minutos do que para a vida toda. Os sintomas da “fissura” tendem a desaparecer após algumas semanas e a sua freqüência diminui à medida que a abstinência avança.

Respostas comportamentais de enfrentamento

O ex-fumante pode adotar um novo estilo de vida que inclua novos hábitos e comportamentos que o ajudem a manter-se livre dos cigarros:

.Técnicas de relaxamento: Relaxamento corporal através de música suave, sauna, massagem, banho hidrotermal, leitura agradável etc.
.Atividades Físicas: Fazer ginástica, caminhadas, academia, jardinagem engaja o indivíduo e libera a tensão.
.Comportamento Alternativo: Para não ter ganho excessivo de peso o ex-fumante deve ingerir alimentos com pouca caloria, evitar substituir a fissura por comida e se necessário fazer um acompanhamento nutricional. Ao se parar de fumar o eventual ganho de peso diminui em poucos meses e a diferença de peso entre antes e depois normalmente não ultrapassa 2,5 kg.
.Ser assertivo: Não ter medo de assumir a nova identidade de não-fumante. Recusar na primeira vez cigarros oferecidos, pedir que não fumem na sua presença e sempre pedir ajuda se necessário. A psicoterapia de apoio com um bom profissional pode ajudar muito.

Como a saúde se recupera ao parar de fumar

Muitas pessoas ainda têm dúvidas a respeito do quanto sua saúde pode melhorar ao terem parado de fumar, pois acham que já fizeram todo o mal possível a sua saúde. Outros ao contrário acham que por terem parado de fumar em pouco tempo estarão em pé de igualdade com os que nunca fumaram. Ledo engano. Parar de fumar é sempre a melhor opção independente da idade. As chances de ter a vida prolongada aumentam consideravelmente. Para se ter uma idéia, o risco de um ter um A.V.C. se iguala ao de uma pessoa que nunca fumou após cinco anos de abstinência. Os riscos de cânceres reduzem quase a metade após três a cinco anos e se iguala após 15 anos e por aí adiante.

O papel do psicólogo no lidar com o paciente que quer parar de fumar

O psicólogo como profissional de saúde, pode intervir no consultório, orientando e motivando ao pacientes a pararem de fumar.

Com relação ao tratamento do tabagismo, pode atuar em grupos ou individualmente, avaliando a dinâmica do funcionamento psicológico do fumante, visando identificar aspectos de sua personalidade (ansiedades, depressão, timidez, motivação), bem como comportamentos e atitudes que possam estar influenciando a manutenção do tabagismo, e que possibilitem uma abordagem mais eficaz.

Além disso, o psicólogo deve promover o desenvolvimento de recursos individuais que fortaleçam o fumante para lidar com a dependência física e psicológica da nicotina, e permitam ainda, que ele ultrapasse situações difíceis (frustrações, estresse, conflitos e perdas) sem voltar a fumar.

BIBLIOGRAFIA

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Instituto Nacional do câncer, Coordenação Nacional de Controle do tabagismo e Prevenção primária de Câncer. Falando sobre tabagismo, 2 edição., Rio de Janeiro (RJ). 1996.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Instituto Nacional do câncer, Coordenação Nacional de Controle do tabagismo e Prevenção primária de Câncer. Ajudando seu paciente a deixar de fumar. Rio de janeiro (RJ). 1997.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Instituto Nacional do câncer, Coordenação Nacional de Controle do tabagismo e Prevenção primária de Câncer. Falando sobre o câncer e seus fatores de risco. Rio de janeiro (RJ), 1998.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Classificação de transtornos Mentais e de comportamentos da CID-10. Tradução de Dorgival Caetano, com a colaboração de Maria Lúcia Domingues e Marco Antônio Marcolin. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1993.

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12 Comentários para “Tabagismo e suas consequências”

  1. Alexandre Pereira Rosa disse:

    Infeslismente sou fumante (ainda), é verdade que o cigarro de menta tras mais maleficios que o tradicional? Obrigado!

  2. Alexandre Pereira Rosa disse:

    infeslimente sou fumante (ainda), é verdade que o cigarro de mente é pior que o tradicional? Obrigado!

  3. evander disse:

    Alexandre, em primeiro lugar agradeço sua visita em meu site. Mas de antemão adianto que nenhum cigarro tem substâncias menos prejudiciais. A menta é aditivada ao fumo proporcionando ao usuário do tabaco uma sensação de frescor. Todos os tipos de cigarros são prejudiciais a saúde. O ideal mesmo é parar de fumar. Em breve posso postar mais artigos sobre o assunto.
    Obrigado!

  4. misael disse:

    é verdade que o cigarro de menta causar impotencia sexual ? eu sei que os outros tbm causam mas ouvi dizer que o de menta é pior.

  5. evander disse:

    Oi Misael! Sobre sua dúvida, não tenho nenhum dado científico que corrobore essa hipótese. O fato é que a nicotina é uma poderosa droga que favorece a impotência sexual, idependente da substância a que estiver adicionada.
    Abraços!
    Evander.

  6. Luiz Soares disse:

    Ola amigo! Nao sou de ficar fazendo comentario, mas eu queria parabeniza-lo pelo otimo site que voce tem! Continue com esse otimo trabalho!

  7. maicon disse:

    eu nunca fumei mais ha muitas pessoas na minha familia fumam e ha que ja largaram esse vicio mais ha primos e primas que ja começaram afumar com menos de 16 anos eu nao pretendo fumar pois tenho 13 anos e ja conheço muito bem as consequencias dessa droga

  8. evander disse:

    Parabéns Maicon! Saiba decisão! Manifeste sempre esse desejo a todos! Você está no caminho certo!
    Abraços!
    Evander.

  9. Sirlene disse:

    sou fumante des de criança oque fasso para para tenho 49 anos e gostaria de parar

  10. evander disse:

    Sirlene, bom dia! O primeiro passo já foi dado. Seu desejo de parar de fumar. Isto é o fator mais importante. Agora basta procurar um auxílio profissional para dar seguimento aos seus planos. Não sei onde vives, mas já existe um programa do Ministério da Saúde que ajuda os tabagistas a deixarem a dependência. Pelo menos uma unidade de saúde deve estar preparada para atender esses casos. Identifique aonde este programa existe e inscreva-se. O trabalho é grupal com auxílio médico e psicológico. Caso não exista, procure um profissional da sua confiança para orientá-la. Não aconselho que você pare sozinha. Depois de muitos anos de tabagismo podes ter síndrome de abstinência forte que necessita ser monitorada. Mas não desista. Existem inúmeras técnicas que podem ajudá-la e tem efeito terapêutico muito positivo.
    Boa sorte! Abraços!
    Evander.

  11. Sara disse:

    Olá! eu fumo a um ano, e recentemente tive uma taquicardia, receitaram-me comprimidos para a ansiedade e desde ai fiquei praticamente um mes sem fumar, mas agora estou-me perdendo de novo, quando fumo meu coração fica mais rapido e passo o resto do dia como se parecesse que eu nao estou no meu corpo, é estranho… mas será normal?
    obrigada

  12. evander disse:

    Boa Noite Sara! De fato a nicotina é excitante do Sistema Nervoso Central e pode causar taquicardia, arritmias de um modo geral. Se ao parar de fumar esses sintomas desaparecem sugiro que largue imediatamente o hábito de fumar evitando problemas cardíacos e circulatórios mais graves. Se necessário for pode fazer uso de medicações. O auxílio psicológico não está descartado. Esse tratamento pode ajudar no controle da ansiedade.
    Abraços!
    Evander.

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