O ópio é obtido por incisão das capsulas da papoula; o látex que escorre é simplesmente seco ao ar para formar uma massa escura e friável. Rico em morfina trata-se de um dos medicamentos mais antigos que se tem conhecimento. Quase todas as civilizações antigas usavam a papoula e o ópio. A teriaga (medicamento usado pelos antigos contra a mordedura de animais), uma preparação complexa que associa dezenas de ingredientes além do ópio, era apresentada como antídoto de diversos venenos e como remédio para diversas doenças. Uma dessas fórmulas foi incluída na farmacologia francesa no início do século XX. No século XII um médico inglês, Thomas Sydenham, criou a fórmula de um láudano (medicamento que tem como base a tintura do ópio) que conservaria o seu nome e cujo o uso constituiu a bases da toxicomania de numerosos artistas do período romântico.
A grande época do ópio foi o século XIX, quando esta droga se tornou o centro de um conflito internacional em escalada que opôs a Inglaterra à China; ela constituiu o fermento da Guerra do Ópio. Na Europa, a dependência do ópio desenvolveu-se nos círculos artísticos e intelectuais, na forma do consumo fumado, e no meio médico, na forma de ópio ingerido. Quando a medicina generalizou o recurso à morfina por via injetável, a opiofagia diminuiu mas o uso de ópio fumado banalizou-se nos meios militares e artísticos, um fenômeno que teve relação com as conquistas coloniais francesas na Indochina e com um certo fascínio pelo Extremo Oriente. As casas de fumo foram numerosas na França até que uma lei de 1916 veio limitar rapidamente o uso público do ópio.
O interesse do ópio tem haver com a sua riqueza em alcalóides. Foram isoladas cerca de 20 moléculas diferentes, pertencendo há vários grupos químicos, entre os quais:
. Derivados do morfinano: morfina, codeína, tebaína;
. Derivados da isoquinoleína: papaverina, laudanina,laudanosina, noscapina, narceína.
O uso abusivo do ópio desemboca rapidamente numa utilização abusiva, a opiomania. Na prática o ópio é tradicionalmente fumado (cachimbo) ou inalado na forma de de vapor (narguilé). O calor da combustão provoca uma vaporização de uma parte da morfina, sendo o resto degradado pelo calor. A morfina chega ao cérebro em alguns segundos. A ação é rápida e intensa, mas menos prolongada que por via oral. A quantidade de ópio consumida cotidianamente varia muito com o grau de tolerância, entre 1 e 30 gramas. Calcula-se, no entanto, que uma quantidade de 3 a 4 gramas, representando a inalação de 350 a 500mg de morfina, constitui a média. O elixir paregórico é uma preparação à base de tintura de ópio – também chamada de tintura de ópio benzóico, indicada no tratamento sintomático de episódios diarréicos e muitas vezes utilizada pelos dependentes como substituto da heroína.
uso derivados de ópio,e quero parar o que fazer,tenho tomado em média 300ml ao dia e não aguento mais,procurei médicos mas sempre volto co o abuso,gostaria de uma orientação,por favor.grato…..
julho 12th, 2010 em 5:36 pm
digo,300ml de elixir paregóric….
julho 12th, 2010 em 5:38 pm
uso derivados de ópio,e quero parar o que fazer,tenho tomado em média 300ml ao dia e não aguento mais,procurei médicos mas sempre volto co o abuso,gostaria de uma orientação,por favor.grato…..digo 300ml de elixir paregórico
julho 12th, 2010 em 5:40 pm
Boa Noite Roberto! Aconselho-te procurar uma clínica para desintoxicação e tratamrnto! Se houve falha no tratamento ambulatorial creio que o que resta seria de fato uma internação. Nesse tipo de trabalho pode se introduzir outras medicações em substituição aos derivados do ópio que façam efeito parecido e a partir daí gradativamente ir se recuperando.
Abraços!
Evander.
julho 15th, 2010 em 1:11 am