INSÔNIA

Publicado por evander, em maio 15th, 2009

INSÔNIA

Os egípcios comparavam o fato de estar deitado em uma cama sem conseguir dormir com um “inferno vivo”. A cada noite, milhares de pessoas transitam por este jardim silencioso onde o sofrimento pode ser incomensurável. No mundo, um em cada três adultos não consegue dominar seu cansaço e obter um descanso reparador.

A insônia é o nome mais utilizado para denominar um problema relacionado ao sono, e pode ser classificado em três categorias.

Transitória: É a mais comum e geralmente manifesta-se em qualquer pessoa em momentos que antecedem um evento importante, como: um exame, uma entrevista de trabalho ou a final de um campeonato.

De curto prazo: É a insônia que persiste durante várias semanas e nasce de uma situação de estresse ou de crise, tal como a doença de um membro da família ou a perda de um emprego.

De longo prazo: É um problema crônico e pode trazer sofrimento por meses e às por vários anos.

Em todas as suas manifestações, a insônia envolve a pessoa em um círculo vicioso; sente-se muito preocupada por não poder dormir e não dorme porque está muito preocupada.

Nas três categorias a insônia pode ser tratada e curada. Não aconselha-se a automedicação

Se a insônia supera a categoria de curto prazo, aconselha-se procura auxílio médico para tratamento.

A cama e o quarto são locais sagrados. Servem para dormir, descansar, relaxar. Algumas medidas bem simples são capazes de tornar esse ambiente mais agradável e convidativo para um período confortante que afaste as atitudes estimulantes. Os médicos chamam a isso de higiene do sono e de controle de estímulos. Evite assistir TV no quarto. Esse aparelho deve ser usado na sala. A luminosidade e acusada de provocar insônia em algumas pessoas.

Uma pesquisa concluída na universidade de Akita, no Japão, iluminou ainda mais a questão. Os médicos de lá descobriram que estudantes que jogavam video-game à noite tinham níveis menores de malatonina, o hormônio que induz ao sono.

No Japão, segundo outro estudo recente, 53,7% dos usuários da internet passaram a dormir mais tarde e 45% deles tiveram menos horas de sono.

Sete homens jovens, com uma média de 24,7 anos, para testar a relação entre luminosidade dos jogos eletrônicos e a dificuldade de pegar no sono. O resultado, em resumo, aponta que jogar videogame em telas brilhantes suprime as alterações noturnas da concentração de malatonina e de outros indicadores do relógio biológico dos seres humanos.

O alongamento antes de dormir deveria fazer parte da rotina de todos, pois atua diretamente nos músculos, deixando-os relaxados. A sensação de desconforto e as dores provocadas pela tensão muscular dificultam o sono.

Se ainda estiver difícil pregar o olho, mesmo depois de tantas dicas, não há outra saída: saia da cama e vá fazer algo relaxante. Volte para lá apenas quando estiver sonolento, pois passar muito tempo acordado no leito, tentando dormir não ajuda nada.

Outra atitude terapêutica é manter uma rotina regular, com horários certos para comer, tomar remédios ou praticar qualquer tipo de atividade. Métodos como a reflexologia, que trata-se de uma massagem nos pés utilizando o toque para fazer com que o organismo volte ao seu estado natural de equilíbrio e relaxamento.

A massagem pode contribuir para afastar os distúrbios do sono, pois ajuda a amenizar o estresse.

Também realizaram um estudo sobre técnicas de relaxamento e ansiedade, onde foram utilizados exercícios respiratórios da pranayama, a linha indiana da ioga. Percebeu-se que depois de três meses de treinamento o grupo observado teve uma redução no nível de ansiedade de 50,7 para 38,3, de acordo com um teste específico de mensuração, o IDATE.

Indicar exercícios físicos ajuda a melhorar a qualidade do sono, mas fazemos uma advertência importante: evite essas atividades próximas do horário de dormir. Para aqueles que não costumam praticar esportes, os treinos noturnos fortes podem causar insônia. O exercício provoca a liberação das cotecolaminas, como a noradrenalina, dopamina e adrenalina. São estimulantes que dificultam o adormecer.

Os músculos não acostumados com o esforço podem chegar ao estágio da fadiga, o que é sinônimo de dor e desconforto.

Quanto maior a temperatura corporal, menor é a produção e a liberação da melatonina, hormônio que ajuda na indução do sono.

Além disso saiba que:

- 1/3 da humanidade tem tendência à insônia.

- O sexo feminino é o que mais sofre com o problema: 42,3% sofrem de insônia.

- Poucos insones se tratam: 69% nunca discutiram o problema com um médico.

- 26% tocam no assunto quando vão ao médico por outra razão.

- 5% foram ao médico para isso.

- Dos que sofrem de insônia:

25% têm dificuldades de iniciar o sono;

36% têm dificuldade de manter o sono;

24% sofrem de um despertar precoce;

40% despertam cansados.

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