Heroína

Publicado por gmcosta, em abril 13th, 2008

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A heroína é um derivado sintético da morfina introduzido na medicina em 1898, no tratamento da tuberculose. A generalização da sua prescrição, para um grande número de indicações pouco ou quase nada adaptadas às suas propriedades farmacológicas, banalizou o seu uso no início do século XX e foi o responsável por diversos casos de dependência. A sua utilização foi logo controlada de maneira drástica. O uso médico da heroína foi por fim totalmente interditado nos EUA em 1956. Esta proibição preparou o terreno para a Convenção Única de 1961 que regulamentou o recurso à heroína a nível mundial. Por este fato a sua utilização legal é hoje variável conforme as leis de cada país. A prescrição dessa medicação é proibida na França seja qual for a sua indicação (dor ou substituição), enquanto na Grã-Bretanha é usada em certas condições, como por exemplo para a substituição de outra droga.

A HEROÍNA E SEU CONSUMO

A heroína apresenta-se como um pó branco e cristalino. Raramente contém mais de 2% de substância pura.

Esta droga pode ser utilizada de diversas maneiras. A mais comum continua a ser a via intravenosa que expõe a riscos muito mais graves (ação farmacológica potente da droga, toxicidade e risco infeccioso) mas que é a única que dá o efeito violento de flash procurado pelos consumidores. As doses utilizadas são evidentemente das mais variáveis, conforme o grau de dependência e tolerância do indivíduo: freqüentemente excedem um grama por dia.

A heroína pode ser igualmente cheirada, passando então a droga para o sangue através da mucosa nasal. Misturada com tabaco ou maconha, pode também ser fumada.

AÇÃO FARMACOLÓGICA

As propriedades farmacológicas da heroína são muito parecidas com às da morfina, da qual é derivada. É mais lipossolúvel, age mais depressa e com maior intensidade mas de modo mais breve sobre o Sistema Nervoso Central.

A forma de base da heroína (equivalente do que é o crack para a cocaína), mais lipofílica que a forma de sal, age mais rápida, mas também de forma mais fugaz. A forma de sal é mais solúvel o que facilita sua utilização via intravenosa. O dependente normalmente tenta potenciar sua ação usando álcool ou benzodiazepícos.

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