DEPRESSÃO INFANTIL

Publicado por evander, em junho 10th, 2010

Desatenção na escola, isolamento, ansiedade, insônia, medos, fobias, agressividade, distanciamento dos amigos, comportamentos delituosos como pequenos furtos. Muitos destes sintomas podem ser confundidos como transtornos característicos da entrada na adolescência. Porém podem ser indícios de depressão infantil, mal que acomete cerca de 5% das crianças e adolescentes no mundo de acordo com a Academia Americana de Psiquiatria Infanto-Juvenil. Os que estão sob algum tipo de etsresse ou com transtornos de comportamento e ansiedade são os que têm mais tendência a desenvolver o problema. Não existe um fator isolado para desencadeamento da doença mas um conjunto de experiências vivenciados pela criança. A família e a sociedade estão intimamente implicadas em todo esse processo.

Estudo financiado pelo Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos e publicado no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry em junho do ano passado indica que a terapia comportamental é tão eficaz quanto o uso de medicamentos no tratamento da depressão infanto-juvenil. O resultado, porém, é muito mais eficaz quando os dois tratamentos estão associados. A pesquisa foi realizada com 439 crianças e adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, submetidos a terapia cognitivo-comportamental, a antidepressivos e a associação de ambos. Até a 18ª semana as taxas de ausência de sintomas foram de 56% no tratamento combinado, contra 37% com remédios e 27% na terapia. Após 36 semanas a taxa de eficiência dos três tipo de tratamento foi em torno de 60%.

A depressão infantil pode ser despertada também no convívio com outras crianças na escola, ainda mais quando envolve a prática de bullying, agressão física e psicológica de forma persistente entre estudantes que, em casos muito graves, pode levar ao suicídio da vítima.

Os responsáveis pela criança, geralmente os pais, professores, devem estar sempre atentos e preparados para agir imediatamente a qualquer sinal de agressão

A maior incidência de bullying entre os estudantes brasileiros está na faixa de 11 a 15 anos. É o que mostra pesquisa inédita no Brasil do Centro de Empreendorismo Social e Administração em Terceiro Setor da Fundação Instituto de Administração para a organização não-governamental Plan-Brasil. O levantamento feito com 5 mil alunos de 25 escolas públicas e particulares das cinco regiões brasileiras, revelou que em 21% dos casos as agressões são feitas dentro da própria sala de aula. A pesquisa revela o despreparo dos professores para identificar e lidar com esses casos.

QUANDO PROCURAR AJUDA ESPECIALIZADA

Fique atento aos seguintes sintomas:

. Tristeza e choro frequentes;

. Baixa autoestima e culpa;

. Queixas frequentes de dores de cabeça e de estômago;

. Dificuldade de se relacionar;

. Tédio e pouca energia;

. Aumento da irritabilidade, raiva ou hostilidade;

. Faltas e baixo desempenho na escola;

. Comportamento destrutivo e sem esperanças, como falar que quer morrer;

. Dificuldade de concentração;

. Pensamento fixo em fugir de casa;

. Sensibilidade extrema à rejeição ou ao fracasso;

. Isolamento social e dificuldade de comunicação;

. Mudança significativa na alimentação e nos padrões de sono;

. Quando a criança evita brincar com os amigos, quando antes gostava de tê-los por perto;

. Diminuição do interesse ou incapacidade de desfrutar de atividades que eram prazeirosas anteriormente.

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