O termo álcool segundo VARGAS (1990, p.19) “originou-se de uma palavra árabe Kuhil ou Kohol e significa pó fino”. Embora se saiba muito pouco sobre o uso de bebidas alcoólicas na pré-história, supõe-se que o homem devia conhecê-la. Na bíblia existe referência de que Noé fez vinho e se embriagou.
O álcool é uma substância que causa dependência popularmente chamada de alcoolismo. Essa doença atinge cerca de 10% a 15% da população mundial e preocupa enormemente os sistemas de saúde. O álcool é a mais consumida de todas as drogas. O desenvolvimento da dependência é lento, comparado com outras drogas e freqüentemente leva o organismo a tolerância e o usuário passa a ingerir doses cada vez maiores para alcançar os mesmos efeitos obtidos anteriormente. Tem sido um poderoso agente de criminalidade, de desagregação pessoal, familiar e social.
O uso indiscriminado e abusivo do álcool vem se difundindo em todos os países inclusive no Brasil incluindo-se no rol das patologias sociais independente de classe econômica, sendo um produto de centros urbanos e também de zona rural.
O alcoolismo é considerado doença desde 1967, a partir da 8ª Conferência Nacional de Saúde.
No CID-10: Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento traz especificado que uma intoxicação causada por álcool pode resultar em “perturbações no nível da consciência, cognição, percepção, afeto ou outras funções psicofisiológicas”. Pode ocasionar o início de agressão e freqüentemente comportamento violento que não é típico do indivíduo enquanto sóbrio.
SINAIS E SINTOMAS DO ALCOOLISMO:
O conceito de síndrome de dependência do álcool é usado na medicina para designar um agrupamento de sinais e sintomas que nem sempre estão todos presentes, mas devem apresentar uma regularidade para permitir o reconhecimento clínico da mesma. É uma doença caracterizada pelos seguintes elementos:
Compulsão: Uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber.
Perda de controle: a inabilidade freqüente de parar de beber uma vez que a pessoa já começou.
Dependência física: a ocorrência de sintomas de abstinência, como náusea, suor, tremores, e ansiedade, quando se para de beber após um período bebendo-se muito. Tais sintomas são aliviados bebendo-se álcool ou tomando-se outra droga sedativa.
Tolerância: Necessidade de aumentar a quantidade de álcool para se sentir “alto”.
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DO ÁLCOOL
Quando a dependência é muito avançada, o indivíduo pode experimentar sintomas graves na ausência do álcool, que podem ser observados todas as manhãs, ou até o meio da noite. Os sintomas fundamentais para indicar a crise são os tremores, náusea, sudorese e perturbação do humor. Além desses podem aparecer coceiras pelo corpo, cãibras musculares, perturbações do sono, alucinações, convulsões e o quadro completo de sintomas desenvolve o que chamamos de Delirium Tremens.
Muitas vezes a cessação desses sintomas de abstinência se dá pelo aumento da ingestão da bebida. O dependente vai tentar manter certo nível alcoólico para que estes sintomas não apareçam (ingestão de alívio).
PROBLEMAS DE SAÚDE CAUSADOS PELO USO DO ÁLCOOL:
Fisiologicamente, o álcool é absorvido rapidamente pela circulação, pelo estômago, intestino delgado, pelo cólon e o tempo necessário para atingir a concentração máxima no sangue varia de 30 a 90 minutos. A presença de alimento no estômago torna a absorção mais lenta. Por sua natureza hidrófila é distribuído por todo o corpo acumulando-se nos tecidos que possuem maior teor de água. O uso crônico de álcool possibilita o surgimento de doenças do estômago (gastrite), do fígado (cirrose), do pâncreas (pancreatite) e do coração (cardiopatias), além de distúrbios neurológicos como amnésia para alguns eventos e alterações das células sanguíneas.
ALTERAÇÕES PSICOSSOCIAIS
O fracasso social do alcoolista já é algo esperado. Normalmente ele não consegue cumprir com seu papel social desejado. Não corresponde as expectativas como membro da família, empregador ou empregado, vizinho ou cidadão respeitador das leis.
Silveira relaciona algumas implicações do beber exagerado:
- Ruína Financeira: o alcoólatra quando embriagado, perde toda a noção de economia e do valor do dinheiro.
- Ruína Física: a saúde do alcoólatra é precária e seus dias são abreviados. Desnutrido, carente de vitaminas e proteínas, cai presa fácil das doenças infecciosas, morrendo prematuramente.
- Ruína mental: a mente do alcoólatra é confusa, sua memória e capacidade de raciocinar são reduzidas. Seus atos são muitas vezes irresponsáveis e de cunho doentio.
- Ruína Moral: as justas ambições desaparecem e o único objetivo de sua vida é esvaziar mais um copo (SILVEIRA, 1981, p.49).
O alcoolista muda muito freqüentemente de trabalho e vive no auxílio-doença na medida em que sua enfermidade evolui. Os acidentes e as ausências também exercem papel de destaque.
A esposa e os filhos são as pessoas mais atingidas vindo logo em seguida os pais, irmãos, tios, avós etc. A esposa tem que lidar com problemas emocionais e no nível da realidade. Os filhos sofrem psicologicamente tendo transtornos de ansiedade, maior incidência de depressão, baixa auto-estima e podendo ser também um risco latente de alcoolismo mais tarde. Por ter um lar perturbado tem mais chances de se envolver com drogas. Quando a mulher é a dependente o casamento tende a durar bem menos. O homem não consegue suportar uma situação dessas por muito tempo.
PROBLEMAS DE RELACIONAMENTO:
Quanto avançada à doença, maior é a chance de ter problemas em casa, no trabalho, com amigo e até estranhos. E podem incluir:
- Discussões ou brigas com sua/seu cônjuge e outros membros da família;
- Desgaste na relação com colegas de trabalho ou chefia;
- Faltar ou chegar atrasado ao trabalho com freqüência;
- Perda de emprego devido à baixa produtividade; e
- Cometer ou ser vítima de atos violentos.
ALCOOLISMO E TRÂNSITO
No mundo todo o álcool é causador de 10% dos acidentes rodoviários sem gravidade, 25% dos acidentes que causam ferimentos no condutor e no passageiro, 50% das colisões fatais, 65% dos acidentes em que apenas o condutor está envolvido. No Brasil, anualmente, 25 mil mortes em acidentes de trânsito, em São Paulo, 65% dos acidentes rodoviários fatais e 45% dos jovens entre 13 e 19 anos envolvidos em acidentes.
TRATAMENTO DO ALCOOLISMO:
A natureza do tratamento para o alcoolismo depende da gravidade da doença. O tratamento pode ser ambulatorial com uso de medicamentos receitados pelo médico para ajudar a evitar o retorno à bebida uma vez que já parou; ou em regime de internação que inclui a desintoxicação e o acompanhamento multiprofissional no sentido de recuperar o indivíduo de forma global.
Em qualquer desses tratamentos o envolvimento da família é importante para a recuperação e muitos deles podem oferecer aconselhamento conjugal e terapia familiar como parte do processo de tratamento.
A terapia comportamental cognitiva também é apropriada para o tratamento do dependente de álcool em consultórios particulares. O psicólogo especialista em dependência é o profissional adeqüado para este tratamento.
Os grupos de auto-ajuda também são muito importantes. O A.A. (Alcóolicos Anônimos) é uma instituição que recupera muitos dependentes há anos.
BIBLIOGRAFIA
SILVEIRA, Ajax C. da. O drama do alcoolismo: causas, conseqüências e solução. 3 ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1981. 207p.
VARGAS, Heber Soares. Repercussões do álcool e do alcoolismo. 2 ed. São Paulo: Fundo Editorial BYK, 1988. 253p.
boa noite….
meu nome e danielle tenho 18 anos… eu sofri uma cidente no dia 29 de julho fiquei 35 dias em coma… e soo sai do hospital dia 17 de setembro… perdi a metade do pancres… eu gostaria de saber se eu posso beber? algum tipo de alcoo… tipo ice… cerveja…. red…?]
me reposnde isso por favor
fevereiro 11th, 2008 em 11:20 pm
Danielle, em primeiro lugar agradeço sua visita ao meu site.Com relação a sua pergunta tenho a dizer que o Pâncreas faz parte do sistema endócrino, sendo portanto uma glândula. O álcool quando usado em demasia prejudica enormemente o pâncreas. Normalmente causa uma pancreatite (inflamação)interferindo no seu funcionamento. Como ele é o órgão responsável pela produção de insulina, hormônio que regula a taxa de açúcar no sangue, o indivíduo pode ficar diabético se ele deixar de fabricar a quantidade normal ou deixar de funcionar completamente. No seu caso, creio que o melhor seria perguntar isso a um endocrinologista. Se o uso for esporádico e moderado creio não haver muito problema. Mas o cuidado deve ser redobrado no seu caso.
Abraços!
fevereiro 18th, 2008 em 10:28 am
adorei as informaçoes contidas q foram importantes para uma pesquisa para meu estagio…se puder mandar mais informaçoes mande pro meu e-mail….valeu!!!
fevereiro 23rd, 2008 em 6:22 pm
Ivonete, agradeço sua visita no meu site. Estou em curso e em breve estarei publicando mais informações. Espero que possam ser úteis.
Abraços!
fevereiro 24th, 2008 em 12:45 pm
Meu nome é Andréia, namoro um rapaz ha 5 meses, (ele tem 40 anos), que bebo muito, toma todos os dias uma base de 5 a 6 garrafas de cerveja, só não bebe na segunda e as vezes no domingo. Tenho notado uma mudanças em seu comportamento. Qdo bebe , briga por qualquer coisa, cria situção que não existe, fica agressivo do tipo: dar socos na parede (se agride, machucando-se), quebra objetos estre outra coisas. No normal, tem crises de depressão, insonia (toma ante-depresivo e remédio para dormir). Ele é autonomo e nos ultimos dias acho que anda sem animo até mesmo para o trabalho, sempre inventa uma desculpa para não ir. Além de tudo, anda esquecido. Ficou uma semana doente, sentindo formigamento nos braços e pés, tontura e vertigens, esquecimento. Pela primeira vez o vi, bastante preocupada com sua saúde, e por conta disso, não bebeu. Ele tem problema de pressão alta.
Estou muito preocupada, pois ele esta aumentando as doses dos remédios e tem tomada os mesmo junto com a bebida. A depressão tem aumentado… Gostaria muito que me enviasse um e-mail me orientando, dizendo como devo ajuda-lo e o que pode causar essa mistura de remédios com alcool. Preciso saber também que tipo de dependente (grau) é? A familia não sabe que ele tem agido desta forma, outro dia ele tomou uma dose dupla de remédios que o derrubou, bateram na porta e com muita insistencia conseguiram com que ele acordasse. Havia pratos quebrado com comida no chão. Ele simplesmente não lembrava o que tinha acontecido. Fico no aguardo de uma resposta. Atenciosamente Andréia
junho 15th, 2008 em 3:36 pm
adorei pesquisar nesse site ,pois há varias informacoes interessantes e curiosas contidas neste!parabens faça valer a pena a curiosidade do leitor p/q ele se interesse cada vez mais como me interessei vlw tchau!
junho 3rd, 2009 em 9:39 pm
Karina, Boa Noite! Obrigado pela sua presença eu meu site, pelo interesse e pelo incentivo! Valeu!!
Abraços!
Evander.
junho 4th, 2009 em 12:45 am
me auxiliou muitissimo, pois meu irmão esta comigo, se separou há duas semanas , e minha avo antes disso ,faleceu , entrtei em choque ,para saber como lidar com a situaçao , busquei ajuda nas informaçoes aqui contidadas, um abraço
abril 24th, 2010 em 11:37 pm
Bom dia Edilaine! Obrigado por sua presença aqui no meu site e pelo seu incentivo!
Abraços!
Evander.
abril 25th, 2010 em 12:45 pm
Ajude-me o meu marido chega a casa á noite todos os dias bêbado e bate-me o que posso eu fazer para o ajudar? Responda por favor!
maio 15th, 2010 em 1:12 pm
Boa Tarde Francisca! Alcoolismo é uma doença e precisa de tratamento. Se ele não aceita, viver nessa situação eu acho que não podes. Deves oferecer ajuda: frequentar sala de A.A., levar em CAPSad., oferecer ajuda para internar-se etc. Se por acaso ele não aceitar cabe a você decidir se quer continuar levando essa vida ou não. O fato é que não dá para se submeter a violência diária. Se você denunciá-lo na delegacia da mulher ele vai ser chamado. As mulheres estão sob proteção da Lei Maria da Penha. Diga isso a ele!
Abraços!
Evander.
maio 15th, 2010 em 6:52 pm
gostaria de saber como agir com um alcolico para ajuda-lo pois meu marido e alcolico e uma pessoa bonissima quando não bebe se transformando num monstro quando embriagado como posso ajuda-lo?
maio 20th, 2010 em 3:10 pm
Boa Tarde Marisa. O alcoolismo é considerado uma doença pela OMS e como tal deve ser tratada. O grande problema é o indivíduo alcoolista aceitar tal diagnóstico. Existem várias formas de se abordar um alcoolista. Uma delas é enfatizando isso. E que sem tratamento não há como deixar de beber. Outra alternativa é acompanhá-lo numa sala de A.A. para que ele possa ouvir os depoimentos dos demais membros e através disso se encontrar no comportamento dos outros. Trazer a tona o lado positivo dele enquanto pessoa, enquanto pai, marido etc. Mas deixar claro que a situação atual é insustentável. E que portanto gostaria de poder ajudá-lo.
Me mantenha informado para que possa te dar mais algumas dicas!
Abraços!
Evander.
maio 20th, 2010 em 6:02 pm
Meu marido é alcoolatra estou com ele a 5 anos mas com muita dificuldade pq vira e mexe fica violento chamei algumas vezes a policia ja fiz BO dele pela sua violencia quando fica violento saio de casa e muitas vezes durmo num hotel e como vc sabe quando não bebe é muito bom não falta nada tenho de tudo oque quero mas a bebida tem me deixado refletir sobre se vale a pena ficar com uma pessoa assim mesmo tendo de tudo sofro muito estou tomando lexotan para poder aguenta o baque não sei oque faço sabe gostaria de uma sujestão preciso muito desesperadamente oculto da minha familia para que eles não sofram principalmente minha querida mãezinha com 82 anos…abraços.
julho 5th, 2010 em 12:42 pm
Boa Noite Valéria! Olha o alcoolismo é uma doença terrível. Incurável, progressiva e fatal quando não tratada a tempo. Só existe um forma de tentar ajudá-lo. É ele estar de fato pré-disposto a admitir sua impotência perante a bebida e aceitar algum tipo de ajuda. Se isso não ocorrer será muito difícil que ele páre. Ofereça de forma amigável, sincera e solícita ajuda para internação que faça desistoxicação e tratamento, abordagem através de uma sala de A.A. e diga que a forma que estão convivendo não está sendo boa pra você. Se de fato ele mesmo assim não aceitar, talvez seja melhor deixá-lo. Muitas vezes eles precisam sentir o peso da perda para tomarem uma atitude definitiva. Não dá pra ficar apanhando e fazendo de conta que nada é nada, mesmo com tudo o que possivelmente ele possa te dar. O pricipal você não está tendo. Procure dividir esse problema com alguém de sua confiança ou com algum profissional - de preferência um psicólogo que possa estar te orientando e te acompanhando nesse processo doloroso.
Abraços!
Evander.
julho 6th, 2010 em 1:13 am